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28/02/2007 11:03
Ontem no final da tarde tentei pegar um texto em alemão que está no blog do Antonio Cicero para tentar traduzir lá em casa na cama enquanto assistia à tv. Tentei escrever no seu blog, mas não publicou ou não chegou - sei lá... Às vezes escrevo em certos blogs, mas normalmente não procuro deixar o meu endereço do blog como muitos fazem. Só quando o sistema gerenciador obriga. Penso que se fôssemos analisar os textos pelo seu público estaríamos fritos. Tudo é questão de identificação. Eu mesmo encontrei no blog um meio de escrever para mim. Para deixar um registro para uma pessoa qualquer de uma época em que vivo. Um olhar histriônico, longe das superestruturas. Não quero ser um big brother com seus milhões de telespectadores -- quero ser um klínamen de lucrécio nur. Voltando ao texto em alemão, é um pequeno texto mas dá trabalho. Conheço pouco alemão, mas aqui mesmo, registrei o e-mail para o Antonio Cicero, compositor que muito admiro - porque gosto demais da música de Marina sua irmã. E julgo que os dois fazem uma parceria simbiótica. Mas lhe falei de seu livro que li de cabo a rabo - mas não mo respondeu. Tudo bem... O livro de filosofia é difícil porque tem citações em grego -evidentemente não grafado em grego que para mim seria melhor - em latim, alemão, francês. Então você percebe a intenção do autor. Fazer a diferença quanto aos leitores, contrariando, a meu ver, o seu próprio propósito... Recordo-me que em 2003 ou 2004 cometi uma hybris em anotar no próprio livro as seguintes palavras: caro Antonio Cicero, li o seu livro, entendi todas as suas citações em grego, latim, alemão e francês -- só não entendi mesmo a sua filosofia. Depois de escrever, num ato de irresponsabilidade, arrependi-me - mas era de fato o que eu estava achando. É muito bem elaborado mas é um chover no molhado. É fazer uma crítica a essa individualização hodierna num mix de línguas.. contrapondo dois conceitos em alemão. Quem quiser saber mais: leia o livro O mundo desde o fim! Mas voltando ao texto em alemão que procurei traduzir com o meu parco - quase nada conhecimento - achei apenas que não seguiu à risca. Por exemplo: em ´Es ist ebensowenig etwas in ihm zu denken... Cometi o seguinte desajuste: ´Ele é nele coisa pouca mesma para pensar...´ Quem quiser pensar diferente que pense... Traduzir é mesmo trair, por isso me permito este actum torpe... Não estou discordando da tradução - aliás a minha que é canhestra... Pretendo logo logo elaborar pequenas traduções do alemão -- mas acho demasiado difícil aquelas entrevírgulas que suscitam não raro discrepâncias inúmeras quanto à tradução. Mas sinceramente não é ainda para a minha seara... Mas já dá para pelo menos... não...não dá pra nada...
enviada por WILSON LUQUES COSTA
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