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26/02/2007 12:11
Tradutores ou traidores na filosofia?
Como sempre digo aqui ou em outro qualquer lugar: sou um polianalfabeto em línguas. Leio aos trancos e barranco inglês, que quase não leio; leio de maneira mais canhestra ainda francês, que quase também não leio, latim só o que eu aprendi lá no mosteiro e já esqueci, grego nem mais os textos que acompanhei a tradução, porque é um ato masturbatório, quanto mais se masturba mais quer, e como abandonei esse vício, o onanismo, há alguns anos, nada. Alemão então nem me fale. Mas já acompanhei uns textos bilíngues. E é muito confuso. Ouvir nem me atrevo. Falar, eu seria expulso de qualquer congresso no primeiro segundo. Mas tenho um pouco do estrutural. E é por isso que quando leio , ou procuro ler algumas traduções, discordo do intento. Embora traduzir, como é sabido, venha a se confundir com trair. Trair e coçar é só começar. Acho digno também de louvor esse esforço. Mas para um entendimento filosófico não terá muita serventia se valer acompanhar de certas traduções. Porque pode desviar o sentido primeiro do texto e se tornar mera paráfrase. E aí você ao invés de estar filosofando no original, estará lendo na certa algo que destoa desse mesmo original. Por isso digo sempre que é preferível mancar com as próprias pernas, a ter que andar com a muleta manca dos outros tradutores inoriginais. Agora percebo a intenção de um jovem colega estudante de grego que sempre nos respondia quando falávamos algo sobre um filósofo. E ele respondia: não sei! Com esse ´não sei´, julgo que ele queria mesmo ir beber lá na fonte. E tenho dito!
enviada por WILSON LUQUES COSTA
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