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07/03/2007 16:51
Caro Paulo Evaristo
Obrigado pelas suas palavras. Obrigado mesmo. Mas filósofo nunca. Só questionei uma dúvida pueril que me perseguia desde antanho. E você tem total razão. O que habita em mim ultimamente é a desesperança. Ontem mesmo à tarde junto aos meus poucos livros tentei rascunhar um pequeno poema, sem métrica, com uma rima simples, com um certo ritmós, para um pequeno desabafo. Não consegui perpetrar de todo, mas o título sim: Fogo amigo - fazendo uma alusão aos descompasso dessa era. Excetuando a tua figura que me é assaz eudaimoniana e um ou outro colega que cultivo, sinto que presentifico e pontuo num fogo amigo. Hoje nem somos mais uma colcha de retalhos de nossos desejos. Todos, tomando a sua helena definição, numa plenapleonexia - buscando o seu cálice ou chávena doxamidiática. Os quinze famigerados minutes de Andy. E não há nada que possa mais nos aglutinar, sequer um cordame viscoso. Sinto-me perdido num saara da ignorância e inerme de todos os canais comunicativos. É o escatós, amigo. É o escatós sem nenhuma esperança.
enviada por WILSON LUQUES COSTA
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