Rapsódia da Contemporaneidade













05/04/2007 11:13

Hoje mexendo nas minhas papeladas encontrei rascunhadas umas possíveis livres traduções de John keats (17.06.97) e uma de Paul Valéry. Vejam como é instigante e interessante esse mundo, porque -na semana que passou - eu estava lá no Gabriel Ortiz na biblioteca e um aluno estava com o livro do Keats e eu lhe falei que tinha um poema muito legal que era sobre gato. E aí o Celso brincou mais uma vez comigo e eu lhe falei que iria tentar fazer uma tradução. Mas, Celsinho, já havia feito como segue abaixo. Observação: Livre tradução. O texto inglês quem quiser pode procurá-lo. Tudo com os meus poucos e insuficientes inglês e francês de boulangerie.

NÃO PROCUREI METRIFICAR. FALTA REVISÃO FINAL. PROCUREI ELABORAR UMA LEITURA NÃO TANTO POÉTICA NO QUE CONCERNE À FORMA. PROCUREI MAIS PELO ATALHO BEIRANDO A PROSA.

´Gato, que já adentras o climatério --
quantos big e minirratos destruiste
em infindas campanas? Quantos
pardais roubaste? Crava-me teus verdes olhos reluzentes
e tuas veludadas orelhas,
mas não me arranhes ou te insurjas contra mim
com o teu gentil miado para contar-me de tuas contendas com todas essas guloseimas asquerosas. Pelo contrário, abstém-te contra mim de toda forma de lambeções, asmas e saracoteios de rabos chanfrados. Por muito menos uma governanta estilhaçou um cristal contra as muretas de um palacete. Gato, apesar das muitas quedas, ainda sustens teus sete pêlos macios e brilhantes sobre amorte. ´



´Quero prostitutas,
vinhos e haxixe até eu estertorar de prazer.

Pois abençoem assim a minha sina.

Se não,
deveriam então fazê-lo sem objeções até eu ressurgir
redivivo e entrelaçado naqueles três cravos da lascívia
com a minha barba basta
branca e rajada.

John Keats


sou o desconhecido
eu sou o perfume vivo e amortecido
que no vento some

sou o desconhecido
fragrância ou lume?
tão somente vindo
qual nódoa que esfume!

sou incompreendido?
para os entendidos
sou brisa, promessa!

sou o desconhecido,
como os teus seios idos
que esfreguei à beça.

Paul Valéry

enviada por WILSON LUQUES COSTA






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